A LEITURA DE ESCALAS MAIORES EM CÉLULA BRAILLE PARA DEFICIENTES VISUAIS

Autores

  • Migdael Fernandes de Souza Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)

Palavras-chave:

Pôster científico

Resumo

Este trabalho tem o intuito de apresentar um relato de experiência sobre minha atuação como bolsista voluntário do Projeto Esperança Viva na Escola de Música da UFRN. Tal projeto, tem a proposta de ensinar a música para pessoas com necessidades especiais. Nesse projeto, atuei na turma 1 como professor de musicografia Braille e Flauta doce, para deficiente visual, em que era utilizado o método de Tomé (2003) para as aulas e partes do Novo Manual internacional de musicografia Braille (2004).

A proposta das aulas ministrada na turma 1 do Projeto Esperança Viva da Escola de Música da UFRN, era o ensino de musicografia Braille e Flauta doce para alunos iniciantes no projeto. Em determinada aula, foi planejado ministrar o estudo de algumas das escalas maiores, trabalhando com a célula Braille, posteriormente à execução na flauta doce. 

 

Uma célula Braille completa inclui seis pontos levantados dispostos em duas linhas laterais, cada uma com três pontos. As posições dos pontos são identificadas por números de um a seis. [...] Uma única célula pode ser usada para representar uma letra do alfabeto, um número, um sinal de pontuação ou mesmo uma palavra inteira (BRAILLE, 2019).

 

Baseado no alfabeto Braille as notas musicais são constituídas.

 

Os caracteres que formam as notas são constituídas dos pontos 1, 2, 4 e 5 e correspondem às letras d, e, f, g, h, i, j. Os valores se representam com combinações dos pontos 3 e 6, dentro da mesma célula braille, nas quais se escrevem as notas. (Novo Manual Internacional de Musicografia Braille, 2004: p. 19).

 

Então observei que, para facilitar a compreensão entre “tom” e “semitom”, posicionei a cela Braille afastada uma da outra para representar um “tom” e próxima para representar um “semitom”. Após a compreensão das escalas executamos na flauta doce. Para exemplificar a relação do “tom” e “semitom” na escala em que eles estavam aprendendo, expliquei que: do “Dó” ao “Ré” era um “tom”, (porque entre eles havia um “semitom” que podia ser o Dó# ou Réb), por isso, havia um espaço entre eles, e entre o “Mi” e “Fá”, era um “semitom”, por isso, não havia espaço entre eles e então era colocados próximos.

O resultado desses posicionamentos nas células Braille, proporcionou uma melhor compreensão dos alunos, ao invés de ser colocados todos juntos sem espaços entre eles. Após esse esclarecimento sobre “tom” e “semitom”, trabalhamos a execução na flauta doce e observamos a sonoridade em que cada um proporcionava ao executar um “tom” na escala e um “semitom” na mesma.

 

Figura 1 – Essa ilustração na imagem, é uma representação da forma de como trabalhei com os alunos.

Fonte: recortes do Novo manual internacional de musicografia Braille (2004).

 

Figura 2 – Resumo do material usado nas aulas no Projeto Esperança viva.

Fonte: Projeto Esperança Viva da EMUFRN.

 

A primeira figura representa a forma de como organizei as células Braille para a aula, a segunda imagem é um resumo do material utilizado para as aulas iniciais da turma 1 do Projeto Esperança Viva. 

O trabalho idealizado neste Projeto, proporcionou-me uma gama de aprendizado sobre educação musical e inclusão, por meio de experiências e reflexões obtidas durante minha estadia no projeto, convivendo com pessoas maravilhosas que tornaram essa experiência única e essencial para o entendimento da importância do projeto e da inclusão.

Referências

TOMÉ, Dolores. Introdução à musicografia Braille. São Paulo: Global, 2003.

UNIÃO MUNDIAL DE CEGOS. Novo manual internacional de musicografia Braille.

Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial, 2004.

O Braille. In: WIKIPÉDIA: a enciclopédia livre. Wikimedia, 2006. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Braille>. Acesso em: 17 mai. 2019.

Downloads

Publicado

01-06-2019

Como Citar

Souza, M. F. de . (2019). A LEITURA DE ESCALAS MAIORES EM CÉLULA BRAILLE PARA DEFICIENTES VISUAIS. Anais Do Encontro Sobre Música E Inclusão, 270–273. Recuperado de https://ojs.musica.ufrn.br/emi/article/view/29

Edição

Seção

Pôster Científico

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)

Artigos Semelhantes

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.