A MÚSICA COMO POSSIBILIDADE DE INCLUSÃO
relato de experiência no Centro de Atenção Psicossocial de Sobral – CE
Palavras-chave:
Inclusão, Autismo, Saúde mentalResumo
O presente trabalho pretende discutir a importância da música como ferramenta de inclusão com crianças autistas, a partir de uma experiência de extensão universitária que utiliza oficinas musicais como forma de promover comunicação e interações sociais em grupos. Esta acontece vinculada à Universidade Federal do Ceará /Campus Sobral e atua no Centro de Atenção Psicossocial da cidade. Entende-se que a música pode auxiliar estes sujeitos nos modos de expressão, visto que grande parte das crianças diagnosticadas com autismo apresentam dificuldades em falar, emitindo ecolalias e mutismos frequentes, no entanto, demonstram uma facilidade maior quando se expressam por meio da música. A partir da experiência supracitada e de revisões bibliográficas de autobiografias de autistas, constatou-se que existem muitas dificuldades que permeiam o trabalho com crianças autistas, principalmente no que se refere as formas de expressão que cada uma encontra e que nem sempre são as convencionais ou aceitas socialmente. Muitas práticas ditas inclusivas impõem uma norma a estes sujeitos, descartando a singularidade de cada um. Com isso, sugerimos que as oficinais musicais podem ser uma possibilidade contra essa ação normalizadora, uma vez que consistem em fabricar instrumentos juntamente com as crianças e experimentar os diversos sons e músicas, a partir da criação delas. Tal intervenção permite um ambiente de livre expressão, onde a música passa a ser um elemento facilitador e mediador na função da fala.
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