PRÁTICAS INCLUSIVAS NAS REDES SOCIAIS:

estratégias para tornar imagens e vídeos acessíveis para pessoas com deficiência visual

Autores

  • Nathalia Gabriella Fernandes Aguiar UFRN
  • Ana Júlia Alves de Lima UFRN
  • Janaína Braga Leite UFRN

Palavras-chave:

acessibilidade, descrição de imagem, inclusão, deficiência visual

Resumo

Este relato de experiência objetiva descrever nossas atividades desenvolvidas no perfil do Setor de Musicografia Braille e Apoio à Inclusão (SEMBRAIN) no Instagram, enquanto monitoras, referente à produção de materiais didáticos acessíveis. A atividade desenvolveu-se remotamente durante os anos de 2021 e 2022, a partir da iniciativa de dar mais notoriedade e visibilidade às ações dos projetos do setor de inclusão da Escola de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (EMUFRN). O público-alvo desejado foi a comunidade interna e externa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), com direcionamento maior, inicialmente, para a comunidade externa no sentido de sensibilizar a população para temáticas básicas sobre deficiência e inclusão educacional.

A plataforma digital utilizada foi o Instagram e, com o intuito de deixar os materiais acessíveis, precisamos estudar para realizar as adaptações necessárias. Nesse caso, a descrição de imagem, audiodescrição e autodescrição. No que se refere às descrições de imagens, define-se como a descrição textual das informações percebidas em alguma imagem.

Almeida e Lopes (2020, p. 1), conceituam a audiodescrição como a “narração de todos os elementos visuais”, compreendendo, assim, como a descrição falada. A utilizamos quando precisamos descrever uma sequência de vídeos no formato de Stories do Instagram, uma vez que até mesmo o texto escrito é inacessível para leitores de telas. Percebemos que é importante conhecer o contexto em que a imagem ou vídeo estão inseridos e fornecer um panorama do que consta. Contudo, sempre priorizando o que a imagem quer transmitir e as informações principais, em detrimento de objetos decorativos.

Tratando-se da autodescrição, compreendemos que é uma ação individual na qual um indivíduo, a depender do contexto, no vídeo ou imagem, descreve as próprias características. Além disso, também precisamos incluir nesse conjunto de adaptações, vídeos legendados e com janela de libras, de modo a tornar acessíveis os conteúdos para pessoas surdas ou com algum tipo de deficiência auditiva.

Referências

ALMEIDA, Ana Carolina Correia; LOPES, Maria Angela Paulino Teixeira. O que é audiodescrição, mesmo? Anais do Congresso Nacional Universidade EaD e Software Livre, Minas Gerais, v. 11, n. 11, p. 1-6, jun. 2020. Disponível em: http://www.periodicos.letras.ufmg.br/index.php/ueadsl/article/view/16983. Acesso em: 11 jun de 2022.

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Publicado

20-12-2022

Como Citar

Fernandes Aguiar, N. G., Lima, A. J. A. de, & Leite, J. B. (2022). PRÁTICAS INCLUSIVAS NAS REDES SOCIAIS:: estratégias para tornar imagens e vídeos acessíveis para pessoas com deficiência visual. Anais Do Encontro Sobre Música E Inclusão, 28–31. Recuperado de https://ojs.musica.ufrn.br/emi/article/view/87

Edição

Seção

Práticas, recursos e tecnologias na Educação Inclusiva

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