PRÁTICAS INCLUSIVAS NAS REDES SOCIAIS:
estratégias para tornar imagens e vídeos acessíveis para pessoas com deficiência visual
Palavras-chave:
acessibilidade, descrição de imagem, inclusão, deficiência visualResumo
Este relato de experiência objetiva descrever nossas atividades desenvolvidas no perfil do Setor de Musicografia Braille e Apoio à Inclusão (SEMBRAIN) no Instagram, enquanto monitoras, referente à produção de materiais didáticos acessíveis. A atividade desenvolveu-se remotamente durante os anos de 2021 e 2022, a partir da iniciativa de dar mais notoriedade e visibilidade às ações dos projetos do setor de inclusão da Escola de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (EMUFRN). O público-alvo desejado foi a comunidade interna e externa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), com direcionamento maior, inicialmente, para a comunidade externa no sentido de sensibilizar a população para temáticas básicas sobre deficiência e inclusão educacional.
A plataforma digital utilizada foi o Instagram e, com o intuito de deixar os materiais acessíveis, precisamos estudar para realizar as adaptações necessárias. Nesse caso, a descrição de imagem, audiodescrição e autodescrição. No que se refere às descrições de imagens, define-se como a descrição textual das informações percebidas em alguma imagem.
Almeida e Lopes (2020, p. 1), conceituam a audiodescrição como a “narração de todos os elementos visuais”, compreendendo, assim, como a descrição falada. A utilizamos quando precisamos descrever uma sequência de vídeos no formato de Stories do Instagram, uma vez que até mesmo o texto escrito é inacessível para leitores de telas. Percebemos que é importante conhecer o contexto em que a imagem ou vídeo estão inseridos e fornecer um panorama do que consta. Contudo, sempre priorizando o que a imagem quer transmitir e as informações principais, em detrimento de objetos decorativos.
Tratando-se da autodescrição, compreendemos que é uma ação individual na qual um indivíduo, a depender do contexto, no vídeo ou imagem, descreve as próprias características. Além disso, também precisamos incluir nesse conjunto de adaptações, vídeos legendados e com janela de libras, de modo a tornar acessíveis os conteúdos para pessoas surdas ou com algum tipo de deficiência auditiva.
Referências
ALMEIDA, Ana Carolina Correia; LOPES, Maria Angela Paulino Teixeira. O que é audiodescrição, mesmo? Anais do Congresso Nacional Universidade EaD e Software Livre, Minas Gerais, v. 11, n. 11, p. 1-6, jun. 2020. Disponível em: http://www.periodicos.letras.ufmg.br/index.php/ueadsl/article/view/16983. Acesso em: 11 jun de 2022.
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