ENSINO(S) E ENSAIO(S) DE VIOLÃO PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL E “VIDENTES”
desafios na formação do licenciando em Música
Palavras-chave:
Escolas Especializadas em MúsicaResumo
Este trabalho trata-se de uma experiência docente na Orquestra Inclusiva de Violões, como requisito à disciplina de Estágio Supervisionado II – Escola Especializada, pertencente à grade curricular do Curso de Licenciatura em Música da Escola de Música da 01. Como violonista, já fazia parte da Orquestra desde 2016, (antes conhecida por 02), mas, no processo formativo como licencianda seria válido adquirir vivências no âmbito da Educação Inclusiva para o ensino de instrumento. Os encontros de minha docência duraram onze semanas, às segundas, entre às 13h30min às 15h, na sala 00 do 03 na Escola de Música da 01, coordenadas pelo professor A e supervisionadas pelo professor B.
A Orquestra Inclusiva de Violões é um grupo musical, de ensino não-formal (Cunha, 2009), com objetivo de promover o crescimento musical dos participantes, contribuindo para a performance do violonista à nível técnico. É parte de um subgrupo do Projeto 04, um projeto de extensão que atende, principalmente, pessoas da comunidade externa com objetivo de ensinar música para pessoas com necessidades especiais. Além disso, o Projeto 04 também se constitui como um laboratório de formação de professores, onde licenciandos e bacharelandos em música podem atuar como voluntários e/ou bolsistas. Através desses subgrupos muitos participantes ingressaram nos cursos técnicos e graduação em música da Escola de Música da 01.
O público-alvo para ingresso na Orquestra Inclusiva de Violões são, prioritariamente, pessoas com deficiência visual e pessoas ditas “videntes” e é necessário possuir conhecimentos prévios em violão, onde o nível pode variar entre intermediário e avançado, sendo considerado um ensino especializado (BRASIL, 1996). O grupo é e pode ser composto por Violonistas da comunidade externa, alunos do Curso Técnico de Violão Erudito e/ou Popular, do Bacharelado em Violão Erudito e/ou Popular e da Licenciatura em Música.
Minhas contribuições como docente ocorreram durante o período de agosto à novembro de 2018, as quais obtive o foco nos estudos de repertórios, dinâmicas de ensaios e técnicas do violão erudito. Os professores deixaram claro que só poderia haver intervenção por parte de um estagiário se no mínimo fosse integrante do grupo e soubesse dominar bem o instrumento. Quanto às técnicas isoladas, o estagiário só poderia aplicá-las caso estivesse cursando o Técnico ou Bacharelado em Violão erudito.
Referências
BARBOSA, Joel. Da Capo: método elementar para o ensino coletivo e/ou individual de instrumentos de banda. Jundiaí: Ed. Keyboard, 2004.
CRUVINEL, Flávia Maria. Efeitos do ensino coletivo na iniciação instrumental em cordas: a educação musical como meio de transformação social. Dissertação apresentada no Programa de Pós-Graduação em música (Mestrado em Música) Escola de Música e Artes Cênicas da Universidade Federal de Goiás. Goiânia: UFG, 2003. 380p.
CUNHA, Elisa da Silva e. Compreender a escola de música como uma instituição: um estudo de caso em Porto Alegre/RS. Porto Alegre, 2009. 244 f. Tese (Doutorado em Música). Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: UFRGS, 2009.
BRASIL. Decreto Lei 2208/1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/d2208.htm. Acesso em: 05 dez. 2018.
PINTO, Henrique. Iniciação ao Violão: princípios básicos e elementares para principiantes. São Paulo: Ricordi, 1978.
TOURINHO Cristina. A motivação e o desempenho escolar na aula de violão em grupo: influência do repertório de interesse do aluno. Salvador: Dissertação de Mestrado, Escola de Música, Universidade Federal da Bahia, 1995.
TOURINHO Cristina. Ensino Coletivo de Instrumentos Musicais: crenças, mitos, princípios e um pouco de história. In: XVI Encontro Nacional da ABEM; Congresso Regional da ISME, América Latina, 2007.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Categorias
Licença
Copyright (c) 2022 Anais do Encontro sobre Música e Inclusão

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.