ADAPTAÇÃO DE MATERIAIS PARA ALUNOS COM DEFICIÊNCIA VISUAL E POUCA SENSIBILIDADE NOS DEDOS

Autores

  • Nathalia Gabriella Fernandes Aguiar Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Palavras-chave:

Escolas Especializadas em Música

Resumo

Este relato de experiência possui a finalidade de explanar minhas ações desenvolvidas como monitora no projeto de extensão Programa Esperança Viva, do Setor de Musicografia Braille e Apoio à Inclusão (SEMBRAIN) da UFRN. O SEMBRAIN atua em favor da acessibilidade e da educação musical inclusiva por meio da inclusão social. O Setor tornou-se referência na área de educação inclusiva, uma vez que fortalece as políticas de inclusão da Universidade criando ações facilitadoras do ingresso de pessoas com necessidades educacionais específicas no ensino superior. A motivação deste relato é devido a resolução de uma problemática relevante para a inserção social do indivíduo com deficiência.

As aulas do Projeto Esperança Viva no módulo 2 contemplam musicografia braille e flauta doce, as atividades são ministradas por mim e mais 2 monitores do projeto. O público-alvo são alunos e professores da área da Educação, Música, artes e áreas afins. Os públicos atendidos foram 7 alunos do módulo 2 do Projeto Esperança Viva. Em relação aos discentes, eles possuem baixa visão e 4 possuem diabetes. Entre os alunos diabéticos, um possui uma perna amputada e dois alunos têm perda auditiva. Devido à diabetes, eles apresentam pouca sensibilidade nos dedos. Consequentemente, não leem braille em suportes típicos. Devido a essas circunstâncias, necessitou-se fazer materiais adaptados de maneira que os discentes pudessem ler braille.

A adaptação de materiais teve início em 2019.1. Contudo, somente em 2019.2 se mostrou possível obter resultado satisfatório, no que se refere a uma formatação fixa e recursos utilizados. A partir dessa tecnologia assistiva foi possível passar atividades fora de sala de aula, acerca da Musicografia Braille, destinadas aos alunos em questão. As atividades consistiam em exercícios para flauta doce e prática de musicografia braille.

Após a equipe de monitores ter feito os primeiros exemplos com o material, consultaram-se os alunos para se saber acerca da formatação, tamanho da cela braille e espaçamentos entre elas. Encaminhou-se o ajustamento do material acessível para que, ao final da apresentação dele, os discentes conseguissem ler o Sistema Braille com menos obstáculos. De acordo com Silva (2007, p. 63), o professor que acredita que seus estudantes encontram-se capazes de aprender ao adotar um método cuja aplicação facilite o desenvolvimento do aluno, estimula a autoconfiança, autoestima e ampliação de conhecimentos.

Convém salientar que a atividade agregou conhecimentos à minha prática docente. Além disso, fez-me procurar fornecer um ambiente inclusivo, o qual deve ser alicerce na formação de professores.

Referências

ALONSO, Daniela. Os desafios da educação inclusiva: foco nas redes de apoio. Nova escola, São Paulo. abr., 2013. Disponível em: portalantigo.mpba.mp.br/atuacao/ceduc/educacaoinclusiva/artigos/DESAFIOS_EDUCACAO_INCLUSIVA.pdf. Acesso em: 11 jan. 2020.

SILVA, Karla Fernanda Wunder da. Inclusão escolar de alunos com deficiência mental: possíveis causas do insucesso. 2007. Dissertação (Mestrado em Educação) - Programa de Pós-Graduação em Educação. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2007. Disponível em: http://hdl.handle.net/10183/17040. Acesso em: 03 fev. 2020.

UNESCO. The Salamanca Statement and Framework for action on special needs education. 1994. 47 p. Disponível em: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000098427?posInSet=1&queryId=d12506f8-3439-4d4a-803d-7123bcaa0ede. Acesso em: 28 jan. 2020.

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Publicado

15-10-2021

Como Citar

Aguiar, N. G. F. . (2021). ADAPTAÇÃO DE MATERIAIS PARA ALUNOS COM DEFICIÊNCIA VISUAL E POUCA SENSIBILIDADE NOS DEDOS. Anais Do Encontro Sobre Música E Inclusão, 96–100. Recuperado de https://ojs.musica.ufrn.br/emi/article/view/51