O COMPONENTE CURRICULAR “SISTEMA E MUSICOGRAFIA BRAILLE” NA FACESA

Autores

  • Brasilena Gottschall Pinto Trindade Faculdade Evangélica de Salvador (FACESA) / Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS)

Palavras-chave:

Pôster científico

Resumo

Este pôster apresenta a ementa do componente curricular Sistema e Musicografia Braille, do Curso de Licenciatura em Música da Faculdade Evangélica de Salvador (FACESA) e descreve, em paralelo, as justificativas dos seus cinco tópicos de ensino. 

A ementa construída refere-se a: (1) Histórica e aspectos social, psicoevolutivo e educacional da pessoa cega e/ou com deficiência visual. Biografia de Louis Braille. (2) Sistema e Musicografia Braille: simbologias, peculiaridades, estrutura gráfica e exercícios práticos. (3) Aplicação da Musicografia Braille nos diversos contextos do ensino de música. (4) Criação e adaptação de materiais didáticos para a prática da Musicografia Braille, na perspectiva da Abordagem Musical CLATEC (Construção de Instrumentos, Literatura, Apreciação, Técnica, Execução e Criação). (5) Políticas, recursos didáticos e tecnologia assistiva.  

Como justificativa, os educadores musicais em formação devem conhecer os antecedentes históricos, assim como os aspectos básicos referentes à pessoa cega e/ou com deficiência visual para melhor compreender seu processo de aprendizagem. É imprescindível conhecer a biografia de Louis Braille e adentrar no mundo criativo do seu Sistema.  Conhecer o Sistema Braille é poder escrever citações básicas nas partituras e/ou em materiais didáticas. Conhecer e praticar a Musicografia Braille é vislumbrar as possibilidades da escrita musical tátil. Sua aplicação no ensino de música de pessoas cegas torna real a educação de excelência. 

Criar e adaptar materiais didáticas escritos nas musicografias em tinta e em Braille é considerar que todos os envolvidos (videntes e cegos) são capazes de adquirir as competências mediante variadas atividades musicais em igualdade de possibilidades e oportunidades. Prosseguir no estudo e pesquisas sobre políticas, recursos didáticos e tecnologia assistiva para a educação geral e musical da pessoa cega é se tornar um educando mais consciente de seu papel como pessoa, como futuro educador, e como provocador de mudanças significativas.  

Este componente de caráter teórico-prático foi criado na FACESA há oito anos, fundamentado em diversos autores (COLL; PALACUIS; MARCHESI, 1995; MARTIN, BUENO, 2006; MOTA, 2004; TOMË, 2003; TRINDADE, 2008). As adições de conteúdos acontecem na proporção do andamento das pesquisas sobre o tema. Já é possível verificar as mudanças de concepções de seus educandos egressos, no sentido de serem mais sensíveis e atuantes em relação ao ensino de música de pessoas cegas e/ou com deficiência visual. Pequenos passos são importantes para qualquer mudança efetivamente sólida.

Referências

COLL. C.; PALACUIS J.; MARCHESI, A. (Orgs.). Desenvolvimento psicológico e educação: necessidades educativas especiais e aprendizagem escolar. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.

MARTIN, Manuel Bueno; BUENO, Salvador Toro (Coords.). Deficiência Visual: aspectos psicoevolutivos e educativos. São Paulo: Santos, 2006.

MOTA, Maria Glória Batista da (Coord.). União Mundial de Cegos, Subcomitê de Musicografia Brasille (Elaboração). Novo manual internacional de musicografia. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial, 2004. Versões em negro e em Braille.

TOMË, Dolores. Introdução à musicografia Braille. São Paulo: Global, 2003. (Versões em negro e em Braille).

TRINDADE, Brasilena Pinto. Abordagem de Educação Musical CLATEC: uma proposta de ensino de música incluindo educandos com deficiência visual. Tese (Doutorado em Educação). Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2008.

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Publicado

08-11-2013

Como Citar

Trindade, B. G. P. . (2013). O COMPONENTE CURRICULAR “SISTEMA E MUSICOGRAFIA BRAILLE” NA FACESA. Anais Do Encontro Sobre Música E Inclusão, 7–9. Recuperado de https://ojs.musica.ufrn.br/emi/article/view/68