EDUCAÇÃO INCLUSIVA

práticas e desafios entre os segmentos escolares na Escola Estadual Myriam Coeli

Autores

  • Karina Messias da Silva Alves Rede Estadual de Ensino – SEEC/RN
  • Adriano Eduardo Livio Alves Rede Estadual de Ensino – SEEC/RN

Palavras-chave:

Pôster científico

Resumo

O objetivo da pesquisa é mostrar como vem ocorrendo o processo de inclusão dos alunos na Escola Estadual Myriam Coeli, localizada na cidade de Natal/ Rio Grande do Norte. Tendo como ponto de partida a escola inclusiva, que segundo Guijarro (2005, p.7), foca: “Na inclusão, porém, o centro da atenção é transformar a educação comum para eliminar as barreiras que limitam a aprendizagem e participação de numerosos alunos e alunas”. O objetivo geral relata como foi à implantação a Sala de Recursos Multifuncionais – SRM (BRASIL, 2018) e, como a chegada do professor de Artes, licenciado em Música e com deficiência visual, vem reforçando a inclusão dos alunos com deficiência (CAIMI; LUZ, 2018). Como Objetivos específicos, temos: 1. Analisar como a implantação da Sala de Recursos Multifuncionais beneficiou o atendimento aos alunos com deficiência; 2. Verificar se houve um aumento na demanda de alunos para o Atendimento Educacional Especializado na SRM; 3. Analisar como a chegada do professor de artes com deficiência visual à escola contribuiu para o projeto de inclusão, 4. Averiguar como os alunos reagiram à chegada do professor de Artes, 5. Estudar como a escola está se adaptando ao atendimento aos alunos e ao professor com deficiência. Como procedimentos metodológicos: pesquisa bibliográfica através de leituras de artigos e documentos governamentais sobre a temática da inclusão e aplicação de entrevistas com a professora responsável pela Sala de Recursos Multifuncionais do turno matutino, Profa. Helda Santos (Psicopedagoga e Especialista em Atendimento Educacional Especializado), com o professor de Artes (Gessé) e a direção da escola. Para os segmentos de alunos e professores foram aplicados questionários. Da aplicação dos questionários e das entrevistas, as mesmas ocorreram no período de 12 a 14 do mês de novembro do ano de 2018, no total de 42 alunos e 06 professores. Sobre os resultados: Do segmento de professores, os mesmos responderam que receberem com satisfação o docente à escola, e que a experiência em trabalhar com o professor os ajudaram a lidar com o outro em suas limitações. Alguns docentes relataram mudanças positivas no comportamento dos alunos com deficiência em suas aulas. Sobre a superação de uma pessoa deficiente realizar atividades profissionais houve uma expressiva admiração junto aos alunos para com o docente (Prof. Artes), além do cuidado com o outro, também relatado nos questionários, pois os alunos vem aprendendo a lidar e se portar diante de uma pessoa com deficiência visual. Dos alunos, a maioria disser que aceitam bem o professor, e que as aulas ficaram mais atrativas com a proposta pedagógica do mesmo. No entanto, observaram-se algumas reações negativas dos alunos na recepção ao professor e sua proposta pedagógica. Na entrevista com o professor de Artes, a escola necessita de maiores investimentos em instrumentos pedagógicos para as aulas de música e readequar as salas de aula para o modelo de salas em que cada docente fica responsável pela sua sala. Das conclusões, temos: os desafios de uma escola que luta pela inclusão de seus alunos da Educação Especial e de seu professor com deficiência visual (CARVALHO; RAPOSO, 2005), sendo uma realidade que deve ser trabalhada no dia a dia da escola, com a ampliação do seu projeto de inclusão, “Projeto Conviver” para que todos os segmentos da escola possam se adaptar (BAPTISTA, 2005), e assim aguçar o olhar para o outro, que mesmo com suas limitações físicas ou intelectuais merecem o nosso respeito e devem ser vistas como pessoas normais em suas limitações.

Referências

BAPTISTA, Claudio Roberto. Inclusão, cotidiano escolar e políticas públicas: sentidos e perspectivas. Ensaios Pedagógicos- Construindo Escolas Inclusivas. Brasil. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial Brasília, p 15 -20. 1 ed. Brasília, 2005.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de educação continuada, alfabetização, diversidade e inclusão. Programa Implantação de Salas de Recursos Multifuncionais. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_ content&view=article&id=17430&Itemid=817>. Acesso em: 11/11/2018.

CAIMI, Flávia Eloisa; LUZ, Rosângela Nunes da. Inclusão no contexto escolar: Estado do conhecimento, práticas e proposições. Revista Educação Especial, Santa Maria, p. 665-682, ago. 2018. ISSN 1984-686X. Disponível em: <https://periodicos.ufsm.br/educacaoespecial/article/view/29202>. Acesso em: 18 nov. 2018. doi: http://dx.doi.org/10.5902/1984686X29202.

CARVALHO, Erenice Natália S. de, RAPOSO, Patrícia Neves. Inclusão de alunos com deficiência visual. Ensaios Pedagógicos - Construindo Escolas Inclusivas. Brasil. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Brasília, p 140 -144, 1 ed. Brasília, 2005.

GUIJARRO, María Rosa Blanco. Inclusão: um desafio para os sistemas educacionais. Ensaios Pedagógicos - Construindo Escolas Inclusivas. Brasil. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Brasília, p 7 -14, 1 ed. Brasília, 2005.

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Publicado

10-12-2018

Como Citar

Alves, K. M. da S. ., & Alves, A. E. L. . (2018). EDUCAÇÃO INCLUSIVA: práticas e desafios entre os segmentos escolares na Escola Estadual Myriam Coeli. Anais Do Encontro Sobre Música E Inclusão, 69–71. Recuperado de https://ojs.musica.ufrn.br/emi/article/view/35

Edição

Seção

Pôster Científico

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